
Estava por um acaso em uma dessas lojas de departamentos no shopping, quando dei de cara com um livro com Anne Hathaway na capa. Não é a minha atriz favorita (Esta fica com Keira Knightley), mas a capa chamava atenção. Anne usava um par de botinhas, que eu nunca, na minha vida teria coragem de usar. Logo pensei: tem o livro e tem o filme… Leio primeiro e depois assisto. E assim foi feito.
O começo do livro não é um dos melhores. Aliás, o começo é sempre bem monótono e tem que ter muita paciência (deve ser por isso que nunca consegui sair da parte 1 de 1984 de George Orwell). E quando li a sinopse pensei: não é uma das melhores histórias.
O que mais gosto é que eu conseguia imaginar Anne em cada roupa citada ou em cada situação, justamente por já ter assistido muitas coisas com ela. Jim Sturgess não conhecia muito, então era mais difícil.
Foram dois dias intensos, eu li no sofá da sala, na cama, na mesa do almoço, na escrivaninha, na rede, na esteira, na elíptica… Eu realmente me envolvi e queria ter uma resposta. E pra falar verdade, fiquei com mais ódio que Dear John, O milagre e qualquer outro romance que eu tenha lido nos últimos anos. Foi uma porrada no meu estômago. Mas vale a pena.
A verdade é que me senti anestesiada. E muitas coisas vieram em minha mente. Bem, para quem já viu o episódio 8×13 de Grey’s Anatomy vai saber melhor o que eu estou falando. Estou me referindo ao fato de que se uma coisinha fosse diferente há 5 anos atrás na sua vida, o que você pensa que poderia ter acontecido? Por exemplo, se você tivesse escolhido um outro curso na graduação, ou conhecido seu marido antes, namorado com ele e terminado, e no final, acabasse encontrando outra pessoa. E se? Acho que foi o que me consumiu durante uma hora após o término. E pra falar ver
dade, foi bom, por um segundo, parar e imaginar uma vida totalmente diferente.Já o filme foi diferente. É claro que o livro é milhões de vezes melhor, têm mais detalhes, mais ironias e sarcasmos. Não se compara todas as vezes que eu abri algum sorriso lendo e assistindo. O filme tem um poder visual fulminante que te comove, mas em um sentido dramático… Já o livro não, comigo o efeito foi o contrário: eu ri… É muito mais inteligente, leve, com citações de livros importantes, grandes autores, etc.
O filme tem uma coisa boa. Rachel Portman. R-A-C-H-E-L-P-O-R-T-M-A-N. Acho que não poderia esperar uma coisa melhor. E confesso que fiquei bem entusiasmada quando vi o nome dela. Rachel foi responsável pela trilha sonora de filmes como The Duchess e Never Let Me Go (E eu passei a conhecer justamente por serem filmes que Keira atuou), também teve Quatro amigas e um jeans viajante (com a Blake Lively), a Casa do Lago com Sandra Bullock, etc, etc, etc. Ela é sensacional, não sei como, mas sabe escolher a música certa… Acho que não teve um filme que eu pensei em mudar alguma música.
Além da trilha sonora, uma outra coisa me chamou bastante atenção. O filme e livro possuem a mesma história com o mesmo final, e eu gostei. Muitas vezes o final é modificado.
Enfim, se você está com tédio em suas férias e quer um romance. Vale a pena! É uma leitura agradável, fácil e o melhor de tudo leve.
Bjbj
Luh
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