
Em 2010, por um acaso eu assisti o filme Dear John com uma prima e me emocionei… Então fiz minha irmã assistir. E sempre que assistimos um filme, costumamos discuti-los. E concordamos que o defeito do filme era não ter um final. Por um acaso eu estava visitando uma comunidade (Sim, eu participo e não só as tenho) que dizia que o livro tinha um final . Compramos, e nos encantamos com o jeito de Sparks escrever, é envolvente e fácil. Então, neste natal, decidindo o presente que iria dar para minha irmã, sem querer, passei em frente a uma prateleira cheia de livros e vi que “O milagre” ela ainda não tinha lido. Comprei. Por dias ele ficou com ela para que ela lesse nas horas vagas. Mas este final de semana eu decidi que o meu livro de janeiro seria este (Eu tenho uma meta de ler um livro por mês).
Para aqueles que procuram pensar ou coisas do tipo, esse não é o livro. Não é nenhuma história tipo Madame de Bouvary. É um romance típico de sessão da tarde que toda mulher sonha em viver. É claro que não é nada impossível de se prever como alguns mistérios de Agatha Christie em que o assassino é o próprio narrador. É um livro de final de semana de entretenimento e descanso, em que você está de saco cheio da televisão passando “Faustão” e “Gugu” e quer se afastar um pouco do mundo. E já vou avisando: começo de livro sempre é chato, é preciso ter paciência, sempre.
O que encanta no livro é que você não fica curioso somente com a história de Jeremy e Lexie, mas também com Doris, com o cemitério… Não é como algumas histórias em que somente dois personagens são interessantes, mas o motivo pelo qual eles estão lá, naquela cidade, entre outras coisas, também.
Uma curiosidade que eu notei, é que ele não segue totalmente a linha Nicholas Sparks. Quero dizer, em Dear John o pai de John ficou doente e morreu, em “A última música” (pelo menos no filme) o pai de Miley Cyrus morre de câncer se não me engano, em “Um amor pra recordar” Mandy Moore fica doente e também morre. Quando Lexie falou que Doris já tivera um AVC e agora tinha artrite eu pensei: Vai morrer! Mas Nicholas me enganou, e francamente, isso não me desapontou nem um pouco.
A obra é interessante e prende o leitor, você começa a fazer suposições e isso é divertido. O romance é delicadamente tratado, e por um momento você pode “senti-los” e “imaginá-los”. Penso que vale um bom momento de diversão e encantamento. Mas volto a falar: é bem “Sessão da tarde”.
Bjbj
Luh
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