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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Feriado da Independência


Dez horas e Thalissa decidiu que deveríamos fazer uma festa na república, e é óbvio que aceitamos.

O cardápio foi variado. Primeiro Renata comeu a pizza portuguesa velha de domingo que ficou fora da geladeira, eu e Thali optamos em não aceitar a entrada.

Depois, como prato principal: uma bela pipoca de micro-ondas feita na panela, em duas partes, devido ao tamanho da panela. A sobremesa foi um belo brigadeiro de todos os restos de leite condensado presentes na geladeira. Não posso me esquecer do drink… Uma garrafa de pepsi deixada pela moradora antiga da casa (o detalhe é que eu e lissa, no nosso primeiro dia, juntamos todos os restos de pepsi e colocamos naquela garrafa).

O filme era legal… Água para Elefantes, mas na verdade era whisky para a elefanta. Só não começou muito bem.

Não tinhamos um aparelho de DVD, por isto tivemos que assistir no notebook. Sentamos no nosso super sofá ( um palete com almofadas) e ligamos o filme, só tinha um problema: o som era tão baixo que não podíamos se quer morder a pipoca.

Estávamos no clima… A beida era tão forte que estávamos embriagadas com o resto de coca-cola encontrado depois na geladeira. Inspiramo-nos em vários comerciais. A Lissa estava perguntando: “Mas ela é casada, como vai ficar com o outro?” E Renatinha no seu corte rápido: “Não conhece traição?” (Comercial: Facas Tramontina – corte rápido).

Acabamos no clima de amigos bêbados abraçados dizendo que são importantes.

E no final, descobri que independência mesmo é saber se divertir independentemente dos recursos, humor, tempo, lugar… Por que afinal nós somos a festa e com música ou não, nós somos estudantes de um centro FEDERAL, morando longe de casa e APRENDENDO a viver.

Bjbj

Luh

Velho não, brasileiro!


É comum quando se faz uma viagem para outro país alguns micos básicos devido a diferença de cultura. Não sei porque, mas brasileiro tem mania de ficar falando das coisas em português achando que ninguém está entendendo. E comigo não foi diferente.
Estava morando em Bournemouth, na Inglaterra, e no primeiro dia de aula a professora resolveu fazer uma dinâmica. Era um caça ao tesouro moderno.
Cada grupo de cinco alunos ganharia uma máquina fotográfica e teria que registrar momentos específicos. A idéia era perfeita, pois teríamos a oportunidade de conhecer a cidade, já que éramos estrangeiros.
Tiveram fotos com cinco estudantes dentro de uma cabine telefônica; com policiais; no píer com a roupa vestida ao contrário. Entretanto na última foto, tinhamos que ir até uma lan house e fotografar ao lado do computador.
A loja ficava em Boscombe, no bairro da escola, e era perto do Mc Donald’s, ou seja, sabíamos onde era. Por este motivo nem olhamos o letreiro com o nome do lugar.
Entrando, tinha apenas um senhor de idade. E ficamos um tempo paradas no meio da loja discutindo o que iríamos fazer, pois a máquina era antiga e não tinha timer. Quando eu pergunto “Será que esse velho sabe tirar foto?”, ele responde “Sei!”. Sabe aquela vontade de sair correndo? Então…
Foi quando aprendi duas coisas valiosas. A primeira é que deve-se sempre ler o nome da loja antes de entrar. Até porque o letreiro da lan house era verde e amarelo, escrito Brazilian’s lan house. Mas esta eu só aprendi depois de no mesmo dia entrar em um sex shop achando que era locadora.
A segunda é que eu sou cara de pau mesmo e nem óleo de peroba ajuda, porque depois disso, fui almoçar comida brasileira lá vários dias.
Bjbj
Luh